
Dengue
Denomina-se dengue a enfermidade causada por um arbovírus da família Flaviviridae, gênero Flavivirus, que inclui quatro tipos imunológicos: 1, 2, 3 e 4. A dengue tem, como hospedeiro vertebrado, o homem e outros primatas, mas somente o primeiro apresenta manifestação clínica da infecção e período de viremia de aproximadamente sete dias. Nos demais primatas, a viremia é baixa e de curta duração.
No Brasil, os sorotipos registrados foram o 1 e o 2. Somente no ano de 2000 registrou-se o sorotipo 3. A Guatemala notificou a circulação dos quatro sorotipos, com baixo número de casos graves e óbitos.
Sintomas
O período de incubação é de três a quinze dias após a picada.
Dengue Clássica:
- Febre alta com início súbito.
- Forte dor de cabeça.
- Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
- Perda do paladar e apetite.
- Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
- Náuseas e vômitos
- Tonturas.
- Extremo cansaço.
- Moleza e dor no corpo.
- Muitas dores nos ossos e articulações.
Os sintomas da DENGUE HEMORRÁGICA são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
- Dores abdominais fortes e contínuas.
- Vômitos persistentes.
- Pele pálida, fria e úmida.
- Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
- Manchas vermelhas na pele.
- Sonolência, agitação e confusão mental.
- Sede excessiva e boca seca.
- Pulso rápido e fraco.
- Dificuldade respiratória.
- Perda de consciência.
Tranmissão
A dengue é transmitida através da picada de uma fêmea contaminada do Aedes aegypti, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas.
Tratamento
O diagnóstico normalmente é feito por IVIS, isolamento viral através de inoculação de soro sanguíneo em culturas celulares; ou por sorologia.
As pessoas em áreas endêmicas que têm sintomas como febre alta devem consultar um médico para fazer análises. É aconselhável ficar em repouso e beber líquidos. É importante evitar a automedicação, porque pode ser perigosa, usando apenas a prescrição médica. Não é aconselhável usar remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS), como aspirina ou outros AINEs, porque eles facilitam a hemorragia. Caso o nível de plaquetas desça abaixo do nivel funcional mínimo (trombocitopenia) justifica-se a transfusão desses elementos.
Prevenção

Pneus velhos são um dos lugares preferidos do mosquito.

Não deixe acumular água em pratos de vasos. Substitua a água dos vasos por areia grossa umedecida.
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| Esvazie as garrafas e coloque-as de cabeça para baixo. |
| Mantenha as caixas d´água, poços, latões e filtros bem fechados. | ![]() |
Dicas
- Misture uma colher de chá de água sanitária com um litro de água e borrife nas plantas de sua casa. A mistura não faz mal às plantas e mata o mosquito da dengue.
- Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou bucha para eliminar completamente ovos de mosquitos. Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos;
- Limpe calhas e lajes das casas;
- Lave bebedouros de aves e animais com escova ou bucha e troque a água pelo menos uma vez por semana;
- Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo, em local abrigado;
- Fure latas e pneus;
- Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas e tudo o que acumula água. O lixo deve ficar o tempo todo fechado.
Fontes
http://www.unioeste.br/projetos/unisol/projeto/c_biologia/dengue.htm






















2 comments
Comments feed for this article
Março 28, 2008 às 10:59 am
Vítimas da dengue ou do poder púbico? | Nossa Via: o conteúdo passa por aqui!
[...] Outras vozes, mesmo tema: Armadilha para mosquito da dengue no Meu mundo e nada mais Dengue no Viva & Deixe Viver Dengue tipo 4 volta a infectar brasileiros no Blog do Tibu Agência [...]
Junho 14, 2008 às 2:08 pm
NEWTON SARAIVA MADRUGA
Parabéns pelo excelente trabalho sobre a dengue.
Ajudar no combate à dengue é obrigação de todos nós, por essa razão, gostaríamos de apresentar nossa contribuição.
Há aproximadamente 13 anos, desenvolvemos um vaso que tinha por objetivo principal facilitar a irrigação de plantas e flores, permitindo que seus usuários viajassem por vinte a trinta dias sem se preocupar.
Com o aparecimento da dengue, fomos incentivados a lançar o produto no mercado. O resultado é um cachepô auto irrigavel que ainda evita a reprodução do mosquito da dengue.
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