Air France: Acidente

O modelo de avião Airbus A330-200, como a aeronave da Air France que desapareceu nesta segunda-feira no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris, é utilizado em vôos de longa distância há 11 anos e não registrou nenhum acidente fatal em vôos comerciais.

Até hoje, este modelo sofreu apenas dois acidentes por falha nasturbinas. Em 2001, um vôo da Transat que fazia o percurso do Canadá aPortugal perdeu a energia depois do vazamento de combustível ao sobrevoar o Oceano Atlântico. Nenhum dos passageiros a bordo ficou ferido.

Em 2003, a turbina de um avião da Edelweiss Air explodiu ao decolar no aeroporto de Miami. Na ocasião, também não houve feridos.

O Airbus A330-200 mede 58,8 metros de comprimento, tem capacidade média e comporta 253 passageiros em três classes. Equipado com duas turbinas, o avião pode alcançar uma altitude de cruzeiro de 12,5 mil km e atingir a velocidade máxima de 913 km/hora.

Atualmente, 341 aeronaves deste modelo estão em uso por diversas companhias aéreas. Além da Air France, a KLM, a TAM, a Turkish Airlines – entre outras empresas comerciais – também possuem o A330-200 em suas frotas.

Anúncios

Segundo especialista: Seguro de carro pode cair até 20% com ‘lei seca’

Para formar o preço do seguro do carro, as seguradoras usam um percentual para batidas em torno de 20% do valor total. É com esta margem que as empresas irão reduzir o valor das apólices devido ao impacto da ‘lei seca’ para motoristas, que já diminuiu em cerca de 50% o índice de batidas violentas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), Leoncio de Arruda, as seguradoras serão obrigas a repassar ao consumidor uma redução entre 10% e 20% do preço das apólices por causa da concorrência acirrada no setor.

“Existem 45 seguradoras que trabalham com seguro de automóveis no Brasil. Só 30% da frota tem seguro. É uma concorrência muito grande”, observa. “A empresa que não reduzir os preços não vai vender”, ressalta.

Segundo Arruda, a redução atingirá a faixa estária em que o seguro caro: a dos jovens de até 30 anos. “Quem ocasionava esses acidentes eram os jovens até 30 anos e esses jovens normalmente são de poder aquisitivo um pouco melhor”, observa.

Daqui seis meses

O corretor Ragime Torii, da CRJ Corretora de Seguros, em Santo André (Grande São Paulo), alerta que a queda nos valores só irá acontecer daqui, pelo menos, seis meses. “É quando será feita a reavaliação estatística dessa ocorrência, que apontará se diminuiu o índice de sinistro”, explica Torii.

Segundo o corretor, o consumidor não deve comemorar ainda, já que se houver alguma mudança na lei, o cenário será outro. “Há muita pressão sobre essa ‘lei seca’, é muito cedo para falar em queda no valor das apólices”, ressalta.

Ragime Torii explica que o fator que mais conta na avaliação da apólice é o roubo. “Um seguro que cobre somente roubo e incêndio custa 60% do valor do seguro total.”

Margem de lucro reduzida

A “bondade” das empresas de seguro em reduzir os preços é explicada pelo novo cenário que enfrentam. Apesar de o número de apólices ter aumentado com o boom nas vendas de carro novos, a lucratividade do negócio caiu.

O presidente da Sincor-SP afirma que a época de aumento de preços de seguro acabou. “O preço das apólices reduziu no ano passado. A margem de lucro do negócio caiu a ponto de a maioria das empresas registrarem prejuízo. Entretanto, o volume permitiu o lucro financeiro”, explica.

Para retomar a lucratividade, as empresas querem aumentar o número de apólices. Segundo Arruda, a meta é atingir 50% da frota em cinco anos. O volume também afeta o desempenho da empresa por causa do ranking. “Ela prefere perder dinheiro a ranking, porque compensa nas outras carteiras como saúde e previdência, que são mais rentáveis”, diz Leoncio Arruda.

Fonte

www.g1.com